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Seg., Jun.
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Propriedade da The Navigator Company - Abrantes

Reportagens

A iniciativa surge graças à The Navigator Company e à RAIZ - Instituto de Investigação da Floresta e do Papel, e materializa-se numa plataforma digital dedicada à floresta portuguesa. O florestas.pt está ao dispor de todos os que querem conhecer melhor todas as dimensões das florestas em todas as suas valências: natural, ambiental, recreativa e socioeconómica.

O objetivo dar a conhecer a informação de uma forma simples e fácil de assimilar, para que os portugueses possam descobrir o património natural e esteja mais alerta para reconhecer os discursos baseados em desinformação.

 “Esta será uma plataforma totalmente aberta à comunidade científica. Aliás, no lançamento conta já com a participação de mais de uma dezena de investigadores de várias universidades portuguesas. Esperamos que a utilizem para divulgar os seus trabalhos, os seus recursos e também as suas opiniões. Queremos contribuir para combater a desinformação, que teima em perdurar junto de uma parte significativa da população portuguesa, sobretudo a mais urbana, e aproximar esta plataforma ao conhecimento técnico-científico sobre aquilo que é um dos mais importantes recursos nacionais: a floresta”, explicou António Redondo, CEO da The Navigator Company.

Antonio Redondo, CEO The Navigator CompanyAntonio Redondo, CEO The Navigator Company


 A informação veiculada é produzida por uma equipa de investigadores e redatores independentes, que trabalham conjuntamente para criar conteúdos acessíveis, baseados em informação técnica e científica, apoiada em fontes técnicas e oficias e em referências bibliográficas consistentes.

“Atualmente, segundo a FAO, quase 50% do uso da floresta é para a produção direta e indireta do uso de energia, 33% para a produção de mobiliário e apenas cerca de 18% para a produção de painéis e aglomerados de madeira, para papel, cartão e tissue”, explica António Redondo, ao dar um exemplo de como a opinião pública poderá desconhecer a realidade da economia ligada à floresta.

  Site Florestas

Mais floresta em Portugal, menos no mundo

 A floresta mundial que se perdeu nos últimos 30 anos equivale a mais de 20 vezes a área de Portugal Continental, revelam as conclusões preliminares do conclusões preliminares do Global Forest Resources Assessment 2020, que é possível ler no Florestas.pt, embora o ritmo de perda tenha vindo a diminuir: depois de um declínio médio de 7,8 milhões de hectares/ano na década 1990-2000, registou-se uma redução na última década para 4,7 milhões de hectares/ano. Segundo o mesmo documento, a floresta ocupa atualmente 31% da área terrestre global.

Em Portugal, a floresta representava 36% do solo continental, numa extensão superior a três milhões de hectares, segundo o 6.º Inventário Florestal Nacional, apresentado em 2019 (com dados que reportam a 2015). Este valor coloca Portugal em linha com a média europeia e mostra um aumento de 59 mil hectares (1,9%) face a 2010 (data da avaliação anterior).

O CEO da The Navigator Company comenta: “a floresta não só duplicou em área, como é muito mais diversa do que no século passado. O montado de sobro, de azinho, e o pinhal continuam a ser as espécies dominantes”.

A parceria com o Público e com o Agroportal

Para chegar a um público mais abrangente, o Florestas.pt junta-se a dois meios de comunicação nacionais: o jornal Público e o Agroportal. Manuel Carvalho, diretor do jornal Público, explica porque se junta ao esforço de esclarecer o público sobre a floresta portuguesa: “Fazemo-lo com o sentido de serviço público, porque nós também achamos que a relevância que o setor florestal tem na vida pública justifica que exista um debate mais informado, que permita que as partes que nele intervêm possam, de alguma forma, entrar em soluções de compromisso que abdiquem de posições mais extremadas que temos visto nos últimos anos”.

Manuel Carvalho, Diretor do Público

Ambas as publicações vão dedicar espaço à temática das florestas, em colaboração com a nova plataforma.

 

O que pode encontrar no Florestas.pt

São quatro os grandes vetores de orientação para o visitante da plataforma: Conhecer, Valorizar, Descobrir, Notícias & Agenda.

Em Conhecer, o visitante encontra dados de caracterização da floresta nacional e dos desafios que se lhe colocam, em termos de sustentabilidade.

Em Valorizar são apresentados os indicadores socioeconómicos dos vários sectores ligados à floresta, assim como o valor dos seus produtos e serviços.

Conhecer a floresta e aceder a informação de cariz cultural e recreativo (roteiros, curiosidades, aplicações tradicionais dos produtos florestais, saúde e gastronomia) é a proposta da secção Descobrir.

Já em Notícias & Agenda, como o nome indica, poderá conhecer as novidades mais recentes e ficar a par de eventos relacionados.