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Dom., Jul.
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Reportagens

No gender, ecológica e descontraída, é como a Slowing Ethical Closet, marca de moda com um cariz sustentável, pretende ser conhecida. A Slowing aposta unicamente em coleções de edição limitada, composta por peças exclusivas produzidas e impressas à mão com tintas herbais e tecidos amigos do ambiente.

Para além da utilização de algodão orgânico e de tecidos reciclados, destacam-se têxteis biodegradáveis, feitos à base de plantas, como o cânhamo, pétalas de rosa, fibras de banana, de laranja, bamboo, soja e aloe vera.

A complementar, os padrões, tendencialmente étnicos, são criados com recurso a técnicas de impressão ancestrais - como o block printing - privilegiando as cores naturais. Assim, ao invés de pigmentos químicos, as cores são feitas a partir de nozes, frutos, flores e vegetais.

As peças da Slowing Ethical Closet têm várias certificações que confirmam a missão de criar um guarda roupa “ético” em alternativa às marcas com produção massificada, e que abrange não só a origem dos materiais assim como o método de produção e respeito pelos princípios do comércio Justo, tais como a Global Organic Textile Standards (GOTS), FairTrade e a Ecological Plant Fiber Certification (EPFC).

A Slowing Ethical Closet é uma marca criada por Tatiana Terreiro em 2021, uma portuguesa a residir na Suíça com a missão de criar uma marca que se diferencie pelos padrões de qualidade, estéticos e de respeito pelo meio ambiente e pelo trabalho artesanal.

As peças são desenhadas na Suíça e produzidas na Índia, onde o block printing ainda se pratica por alguns artesãos locais, especialmente em Jaipur. Aos artesãos é garantido o cuidado de boas condições de vida em meios que são bastante rurais, de forma a conseguir que se perpetue a arte.

Sob os princípios do Slow Fashion e com uma aposta na utilização de materiais orgânicos, a Slowing Ethical Closet apresentou a sua primeira coleção Eywa, nome que evoca à proteção do equilíbrio com a natureza, assim como a loja online (https://slowing.shop).

 

 

Os têxteis biodegradáveis que fazem da Slowing:

 

ALOE VERA – Suave, leve, biodegradável, a aloé vera tem excelentes propriedades antibacterianas, sendo um tecido muito respirável. Trata-se de um material que refresca nos dias quentes e mantem conforto nos dias mais frescos.

PÉTALAS DE ROSA – Um dos materiais mais eco-friendly, trata-se de um têxtil biodegradável feito a partir de pétalas de rosa que caiem no chão. Entre os benefícios estão as suas propriedades termorreguladoras, de regulação de PH da pele e de proteção aos raios UV, refletindo as irradiações infravermelhas.

CÂNHAMO – Durável e robusto, o cânhamo vai-se tornando mais suave com as lavagens. A sua produção requer menos 50% de água e terra, quando comparada com o algodão, ao mesmo tempo que não necessita de fertilizantes ou pesticidas poupando o ecossistema. Trata-se de uma matéria-prima que absorve mais carbono do que produz.

ALGODÃO ORGÂNICO - O algodão orgânico não retém os químicos na sua produção e tem uma pegada ecológica muito reduzida. É um material que protege a pele e que beneficia os agricultores pois uma vez que está enquadrada na certificação GOTS, garante que os mesmos vejam respeitadas as suas condições de trabalho.

FIBRA DE BANANA – É criada a partir dos fios de banana após ser descascada e é um dos materiais favoritos da marca pela sua suavidade e leveza. É têxtil suave como a seda no interior e robusto no exterior como o algodão, o que permite criar peças de roupa muito duradouras, respiráveis e confortáveis.

BAMBOO – Não requer pesticidas ou fertilizantes para se desenvolver e produz mais 35% de oxigénio quando comparado a uma árvore. As peças de vestuário resultam muito respiráveis, absorvem facilmente a humidade e são naturalmente hipoalergénicos eliminando qualquer tipo de odor. É um material muito durável mesmo após múltiplas lavagens.

 

Com Ganesh