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Sex., Jun.
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Incêndios

Foi aprovado o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios do concelho de Vila Real, que vai vigorar pelo período de 10 anos (2021-2030), após o parecer favorável do ICNF e da Câmara e Assembleia Municipais.

O Plano traça medidas para enfrentar as questões como a ocupação do solo, os incêndios e os recursos disponíveis para o combate. Divide-se em cinco Eixos Estratégicos: Aumento da Resiliência do Território aos Incêndios Florestais, Redução da Incidência dos Incêndios, Melhoria da Eficiência do Ataque e da Gestão dos Incêndios, Recuperação e Reabilitação dos Ecossistemas e Adaptação de uma estrutura Orgânica Funcional e Eficaz. O objetivo é diminuir o número de incêndios e as áreas ardidas, destacando-se os espaços florestais onde será necessário executar intervenções de gestão de combustíveis.

Está previsto o investimento de cerca de 12 milhões de euros, realizado por detentores da propriedade e por gestores de infraestruturas públicas nos espaços florestais, como por exemplo os relacionados com estradas e linhas de média e alta tensão.

Município reabilita Baldios e planta mais de 5000 árvores

No âmbito do Programa Floresta Comum, a Câmara Municipal de Vila Real vai reabilitar cerca de 12 hectares de áreas florestais em Baldios do concelho , através da plantação de cerca de 5.000 árvores de espécies autóctones, dando mais um passo para o objetivo de plantar um milhão de árvores no concelho.

Este programa, desenvolvido pela Quercus e apoiado pelo ICNF e pela UTAD, e a que a Câmara Municipal vem aderindo desde 2014, em parceria com as entidades gestoras de Baldios (Conselhos Diretivos e Juntas de Freguesia), o ICNF e as Equipas de Sapadores Florestais do concelho de Vila Real, procura reabilitar os espaços florestais do concelho, melhorando igualmente os índices de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema.

No corrente ano, a área a intervir situa-se no Baldio de Aveção do Cabo, na freguesia da Campeã, integrando as áreas florestais da Serra do Alvão e Marão, na zona norte do concelho.

Estas áreas têm sido assoladas por incêndios florestais que têm eliminado o estrato arbóreo, carecendo agora de replantações que permitam a sua reflorestação com espécies autóctones que lhes confiram maior sustentabilidade e contribuam igualmente para a mitigação dos efeitos provocados pela erosão dos solos em territórios florestais de grande sensibilidade ecológica.

As espécies a plantar são: Acer psedoplatanus, Alnus glutinosa, Quercus ilex/rotundifólia, Quercus pyrenaica, Quercus róbur, Quercus suber, Arbutus unedo e Acer psedoplatanus.