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Dom., Jul.
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Gestão Florestal

O Primeiro-Ministro, António Costa, comunicou que o Plano de Recuperação e Resiliência visa transformar a área florestal do país, recuperar as áreas ardidas e garantir que não voltem a arder.

O Primeiro-Ministro afirmou que «não vamos financiar a recuperação da área ardida, vamos financiar a transformação da área ardida para que não volte a arder», durante a apresentação da parte dedicada às Florestas do Plano de Recuperação e Resiliência.

O Plano prevê que não existam «manchas contínuas de resinosas, de eucaliptos e pinheiros, que são importantes, mas cuja concentração impede a floresta de ser uma riqueza para todos, sendo uma ameaça permanente, pelo risco de incêndio florestal», disse.

O objetivo será introduzir outras culturas a quebrar a extensão das resinosas e o Primeiro-Ministro diz que «com estas primeiras 47 áreas integradas de gestão da paisagem, agora aprovadas, damos início à transformação estrutural desta floresta».

Dos 615 milhões de euros previstos, menos de 10% estão afetos a meios de combate aos incêndios, estando a maior parte prevista para a realização do cadastro, «tendo esta informação disponível para os proprietários, para os investidores e para os que têm de proteger o território».

O Plano visa a conclusão da rede de proteção primária da floresta, com criação das faixas de interrupção de combustíveis. «São milhares de quilómetros lineares que têm de ser abertos para interromper as massas florestais, para permitir que os bombeiros possam circular e travar o seu combate, quando necessário», disse António Costa.

A introdução de mais tipos de culturas visa ainda gerar «maior rendimento, porque é a forma de quebrar o ciclo de perda de valor da floresta e da biomassa e de abandono dos territórios», permitindo uma maior fixação de pessoas no interior.

Valorizar a biomassa

Vão ser atribuídos 145 milhões de euros para o desenvolvimento das bioindústrias, com as três prioridades das resinas, do têxtil e do calçado. O objetivo é aproveitar a biomassa, que é resíduo da floresta, para «a transformar em tecido, em calçado ou em resina que possamos aplicar, porque a biomassa, que é o maior fator dos incêndios florestais, passa a poder ser removida para ser uma matéria-prima a vender à indústria».