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Qua., maio
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Sustentabilidade

A Tetra Pak está a lançar uma iniciativa para a restauração de solos no Brasil, com o Programa de Conservação das Araucárias. O objetivo é gerar benefícios ambientais, económicos e sociais positivos para as comunidades locais, bem como restaurar e proteger a biodiversidade na região.

Desenvolvida em colaboração com a Apremavi, uma ONG brasileira especializada em projetos de conservação e restauro, desde 1987, a iniciativa pretende recuperar, durante um período de dez anos, uma área mínima de 7000 hectares - o equivalente a 9800 campos de futebol - da Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos e o segundo mais ameaçado do mundo. 

Anteriormente, esta floresta tropical cobria 17 estados brasileiros, mas, atualmente, apenas 12% da sua área inicial está preservada, colocando em risco milhares de espécies que não existem em qualquer outro local. O ‘Programa de Conservação das Araucárias’ incidirá sobre uma área de risco particular, a Floresta das Araucárias, que conta apenas com 3% da sua área original preservada.

Julian Fox, Director Nature Programs da Tetra Pak, comenta: “Esta iniciativa é a nossa resposta ao desafio das Nações Unidas, de fazer desta a década da restauração do ecossistema. Estamos entusiasmados por sermos um dos principais parceiros deste projeto pioneiro, que alcança um amplo leque de stakeholders e funde a restauração ambiental com a análise da captura de carbono, para ajudar a mitigar as alterações climáticas e a recuperar a biodiversidade.”

Paralelamente ao projeto piloto de restauração de 80 hectares, o primeiro ano de trabalho centrar-se-á no mapeamento de potenciais áreas para restauração. Após a validação desta fase inicial, o modelo será replicado noutras propriedades rurais, ao longo de dez anos, nos 7000 hectares da Mata Atlântica, que faz a ligação entre os estados de Santa Catarina e Paraná.

A Tetra Pak também irá certificar um território mais vasto, de acordo com os padrões internacionais voluntários de carbono e biodiversidade. A certificação medirá a fixação de carbono e o  objetivo é que este território atinja até 13,7 milhões de hectares - uma área do tamanho da Inglaterra - e encoraje outras organizações a aderir à iniciativa.

Miriam Prochnow, Counselor and Co-Founder of Apremavi, adiciona: "Entre as metodologias propostas estão a plantação de plantas nativas, o enriquecimento ecológico das florestas secundárias e a regeneração natural.  A longo prazo, as áreas restauradas serão integradas em corredores ecológicos, contribuindo para reduzir a pressão sobre espécies ameaçadas, tais como o papagaio de peito roxo e o veado pampeano. Estas ações são fundamentais para a proteção da biodiversidade, a restauração da qualidade dos solos e a manutenção da disponibilidade de água na região."

O projeto vai também ajudar a proporcionar benefícios sociais e económicos à área, a médio/longo prazo, com centenas de agricultores e proprietários de terras a terem apoio para assegurar que as suas propriedades beneficiem da legislação ambiental.

Há também incentivos para encorajar os proprietários de terras a tornarem-se aliados da preservação destas áreas a longo prazo. Por exemplo, será dada aos agricultores a oportunidade de aumentar os seus rendimentos através do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, o que significa que serão remunerados pelas terras, com ligação a créditos de carbono, que requalificarem. 

Julian Fox conclui: "Este projeto multifacetado demonstra a complexidade dos desafios climáticos e em como é vital que as partes interessadas de toda a cadeia de valor trabalhem em conjunto. Orgulhamo-nos de estar a unir forças com peritos da indústria para dar vida a esta primeira iniciativa ‘baseada na natureza’".

Para além da Apremavi, a Conservation International e a The Nature Conservancy (TNC) Brasil são também parceiros estratégicos da iniciativa, bem como a Klabin - líder na produção de papel para embalagem no Brasil e fornecedor da Tetra Pak.

A Tetra Pak é uma empresa fornecedora de soluções de processamento e embalagem alimentar.