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A Associação de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), e os Cereais do Alentejo, receberam o Prémio Inovação 2022, um dos prémios atribuídos pelo Clube de Produtores Continente, que tem como objetivo cultivar o mérito e semear a inovação em prol da excelência da produção nacional.

O prémio distingue o projeto de inovação da ANPOC, no âmbito da Academia Produtores Continente, que englobou dois produtos com o selo Cereais do Alentejo: grão-de-bico verde, em parceria com a Egocultum, e gérmen de trigo, em parceria com a Germen Moagens.

Para Astride Sousa Monteiro, responsável da marca Cereais do Alentejo, “este prémio foi recebido com um misto de surpresa e orgulho. Surpresa porque competíamos com um grupo incrível de candidatos, todos eles com projetos muito estruturados e inovadores; e, naturalmente, muito orgulho, por se tratar do reconhecimento de um trabalho centrado na inovação, cada vez mais estruturado, de valorização da fileira dos cereais, oleaginosas e proteaginosas. Também é importante sublinhar que pelo facto de estarmos a atravessar uma fase de maior incerteza mundial, devido também aos fatores externos, o foco na inovação é essencial do ponto de vista estratégico nacional, e é nessa linha estrutural que temos vindo continuamente a trabalhar.”

Em comunicado da ANPOC, Astride Sousa Monteiro refere que “é frequente a produção agrícola estar longe do consumidor, por haver necessidade de transformação. Com estes dois produtos quisemos aproximar-nos do cliente final, indo ao encontro das atuais tendências de mercado.”

No caso do grão-de-bico “foi valorizada a sua apresentação em verde (como se de ervilha tratasse) que dá origem a um grão mais doce, com muito sabor, acresce que o grão-de-bico, sendo leguminosa, tem um papel muito importante na melhoria da estrutura e fertilidade do solo.

Já no caso do gérmen de trigo, para além da combinação única de elevados teores de fibra e proteína, foi valorizado o processo de estabilização térmica, que reduz a carga microbiana, aumenta o tempo de conservação e altera cor e textura, melhorando significativamente as características organoléticas do gérmen. Assim, o gérmen, tradicionalmente visto como subproduto da moagem de trigo e relegado para a alimentação animal, ganha um novo vigor como produto de alto valor nutricional para a alimentação humana, contrariando o desperdício.”

A Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais representa e defende os interesses dos produtores de cereais, oleaginosas e proteaginosas e promove a investigação e a divulgação para a melhoria das condições de produção, transformação e comercialização destas culturas.