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Sex., Jan.
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O webinar “Pinheiro-silvestre na Europa Central” inaugurou o ciclo Silvicultura de Pinheiro: Fatores Internacionais de Sucesso. Aquele que foi o primeiro evento para dar a conhecer as principais espécies de pinheiros com relevância económica no mundo teve como orador convidado Peter Spathelf, professor da Universidade para o Desenvolvimento Sustentável de Eberswalde (KNEE) e contou com a moderação de Susana Carneiro, Diretora Executiva do Centro PINUS.

Spathelf começou por caracterizar o Pinheiro-silvestre, a espécie de pinheiro que atualmente tem maior distribuição mundial. Seguiu-se uma caracterização das práticas silvícolas daquela espécie na Europa Central, com referência às principais ameaças, como secas e tempestades e o exemplo de estratégias de adaptação de gestão florestal para uma maior resiliência, como a conversão para povoamentos mistos.

A apresentação de Peter Spathelf abordou, ainda, temas que marcam a atualidade do ponto de vista técnico, científico e político como a floresta de coberto contínuo, a designada silvicultura próxima da natureza, o restauro florestal ou a migração assistida.

O pinheiro-silvestre, no nosso país, é uma espécie recomendada para o nível montano, ou seja, para altitudes acima de 700 m, em que o pinheiro-bravo já não é a espécie mais adaptada, sendo uma presença marcante nas serras do norte e centro.

A madeira de pinheiro-silvestre tem interesse económico para a maioria das empresas de transformação da Fileira do Pinho em Portugal, sendo que muitas delas importam madeira desta espécie. Para altitudes inferiores a 700 metros, o pinheiro-silvestre será, na generalidade das situações, uma espécie de crescimento mais lento do que o pinheiro-bravo nas mesmas circunstâncias.

O webinar contou também com a intervenção de Teresa Fidalgo Fonseca, na qualidade de coordenadora da Unidade de Silvicultura e Ecologia de pinheiros da IUFRO. O evento registou

129 participantes de 25 países, maioritariamente, agentes do setor florestal, investigadores e estudantes de ciências florestais.

Para os que não tiveram oportunidade de participar, ou quiserem rever, a gravação está disponível a partir deste link do canal de Youtube do Centro PINUS.

 

Com Centro PINUS