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Dom., Jan.
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Agropecuária

O Brasil vem a Portugal para falar sobre a promoção do desenvolvimento sustentável e a transição rumo à chamada “economia verde”. O Seminário Internacional “Agronegócio Sustentável no Brasil” será realizado no EPIC SANA Lisboa Hotel, em Lisboa, Portugal, das 8h às 18h30, a 11 e 12 de novembro.

O seminário traz o Agronegócio Sustentável no Brasil, Comércio Exterior e Segurança Alimentar, além do Financiamento do Desenvolvimento Sustentável à ordem do dia. No primeiro dia do evento (11), será realizado também um debate que marca a celebração pelos 25 anos da Comunidade dos países de Língua Portuguesa (CPLP), coordenado pela Comissão de Relações Exteriores (CREDN) da Câmara dos Deputados.

Já no dia 12, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal brasileiro, abre espaço para o debate sobre o agronegócio sustentável no Brasil. O evento foi idealizado para projetar a imagem do Brasil como potência agroambiental, um dos países com o maior potencial para o desenvolvimento da chamada “economia verde”, culturalmente rico e diverso.

De acordo com a presidente da CRE, a senadora Katia Abreu, o evento também será exibido em outros países, para fomentar as exportações e impulsionar o turismo, a gastronomia e a economia criativa do Brasil. “Junto ao governo brasileiro, faremos contato com embaixadas para levar esse evento para outros países. Portugal será o primeiro deles”, adiantou. Como parte da programação está prevista, inclusive, a degustação da gastronomia da Amazónia, com toques de ingredientes exóticos e sabores da floresta.

Na visão de Carlos Melles, presidente do Sebrae, o Brasil pretende colaborar com a promoção de pequenos negócios e a inclusão social de diversos atores ao redor do mundo. “Atualmente, as micro e pequenas empresas representam 99% de todos os empreendimentos brasileiros, reunindo 17,4 milhões de empresas e sendo responsável por 30% do PIB brasileiro. Somos a 7ª maior nação empreendedora do mundo e um polo de inovação em sustentabilidade”, comenta. Segundo Melles, os pequenos produtores rurais têm um papel crucial na produção de alimentos no Brasil e um enorme potencial para conquistar também mercados internacionais.

“O Sebrae trabalha há décadas para o desenvolvimento e reconhecimento de novas Indicações Geográficas no país. Esse selo de qualidade reconhece produtos que agregam modos de produção tradicionais e sabores únicos e especiais. É caso dos queijos da região da Canastra, da Cachaça de Parati ou do Cacau de Tomé-Açu produzido em sistemas agroflorestais”, reforça o presidente do Sebrae. O Brasil possui 86 Indicações Geográficas, sendo a maior parte delas relacionada a produtos do agronegócio.

 O evento não será aberto ao público, mas terá a presença de diversas autoridades, entre embaixadores, parlamentares, presidentes de entidades e de instituições financeiras, membros da Justiça e donos de pequenos negócios brasileiros que apresentarão a diversidade e riqueza da gastronomia e do artesanato nacional.