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Qua., Nov.
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Hortofloricultura

Sérgio Correia e Rita Magalhães estão a dinamizar uma  campanha de angariação de fundos para criar uma estufa para o Monte Mimo, um projeto de agricultura regenerativa familiar situado no Baixo Alentejo.

Instalaram-se na região em 2009, em busca de “soberania alimentar, ao mesmo tempo que regeneramos uma paisagem degradada”, conta Sérgio num vídeo na página da campanha, no qual explica que, além da quinta, o casal se tem dedicado “a desenvolver uma agrofloresta e a criar charcas para atrair o máximo de biodiversidade possível.”

Desde 2019, são os produtores de hortícolas da AMAP Sado, uma comunidade de consumidores que apoia a agricultura na região e que, atualmente, integra 19 famílias que recolhem, semanalmente, os seus cabazes de produtos, desenvolvidos com recurso a práticas agroecológicas.

O crowdfunding agora criado na GoFundMe tem como objetivo comprar uma estufa que permita “dar continuidade à produção durante o inverno”, explicam, acrescentando que “é a prioridade pois permitirá um fluxo de produção maior, com um continuar de produção durante o Inverno que servirá os coprodutores, que por sua vez com o seu contributo financeiro nutrem esta paisagem, este modo de agricultura regenerativa.”

“Percebemos o ano passado as dificuldades de uma produção durante o Inverno, devido essencialmente ao frio que se faz sentir nesta região”, pode ler-se no texto da campanha, “ou seja no Verão de facto há abundância e no Inverno há escassez.”

Alex, uma das coprodutoras da AMAP Sado, afirma que “com uma nova estufa, eles conseguem ainda mais diversidade para nós, nos nossos cabazes, e também para a comunidade, tornando-os uma opção mais viável para mais pessoas se juntarem a uma AMAP em vez de irem ao supermercado.”

“No meio de campos de monoculturas”, conseguiram criar uma quinta biodiversa e próspera, multigeracional, com os seus pais e as suas filhas, enaltece, “mas é difícil ganhar-se a vida na agricultura se quisermos ser honestos para com o ambiente e para com as pessoas que vão comer os produtos.”

“Todas as vezes que estamos a adquirir algum produto num supermercado, a retirar uma coisa da prateleira e a levar uma caixa e a pagá-la, estamos a tomar uma decisão muito importante, ecológica, mas também económica”, recorda Álbio, da Associação Rota Vicentina, “e acho que a consumir através deste cabaz nós conseguimos de alguma forma ter uma atitude de consumo mais responsável.”

Para saber mais sobre a campanha do Monte Mimo e ver o vídeo, visite o link:

https://pt.gf.me/v/c/krzm/apoiar-a-agricultura-no-monte-mimo