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Qua., Nov.
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Fruticultura

O Grupo Operacional + Pinhão reuniu-se online para dar a conhecer o impacto das pragas e doenças e alterações climáticas na produção de pinha.

A espécie que representa mais de 193.000 ha da floresta portuguesa e a valorização assenta na produção de pinhão mediterrâneo através de sistemas agroflorestais. Numa plateia virtual constituída por investigadores, produtores e técnicos florestais, as conclusões mostraram que tem aumentado a produção em novas áreas na última década, apesar das vicissitudes.

A principal praga exótica e ameaçadora do mercado nos últimos anos, o sugador das pinhas, tem visto os seus níveis populacionais decrescerem e os estudos incidem agora nos meios de monitorização e mitigação da sua presença.

Em breve, a lagarta da pinha poderá ter uma forma de monitorização e controlo das populações através de armadilhas específicas para captura dos insetos, diminuindo o dano que provocam e a perda de pinhão. Também o gorgulho da pinha tem tido uma redução em termos de presença, sem que se conheça ainda as razões que estão associadas a isso.

Por outro lado, tem havido um aumento em número e diversidade de fungos, sendo necessário estudar os meios de mitigação.

O aumento do número de dias com temperaturas muito elevadas pode ser determinante na mortalidade das pinhas que crescem no pinheiro ao longo de três anos até ao momento da colheita e a irregularidade sazonal da precipitação poderá ter consequências não só em termos da abundância e sobrevivência das flores e dos frutos, mas também em termos da sua dimensão para colheita, refere a UNAC – União da Floresta Mediterrânica, que representa os interesses dos produtores florestais do espaço mediterrânico português junto das instituições.

Assista aqui à sessão.